
Solidão
Maria Rita Romão
Numa casa grande e indiferente um homem vivia triste e só. A solidão dilatava-se ao longo do dia mas era à noite que alimentada por pensamentos vadios, deitava de fora as garras. Com elas ameaçava asfixia-lo.
Um dia estava ele a escolher os legumes numa frutaria perto de casa quando sente uma mão no ombro. Ergueu a cabeça e bateu de frente com a sua primeira namorada. Ela estava viúva do seu melhor amigo.
Os passos do homem tornaram-se mais leves, o olhar iluminou-se, as rugas perderam profundidade.
Quando a solidão o viu entrar naquele estado fugiu pela porta entreaberta.
3 comentários:
obrigado pela partilha.
não exporei o quanto a solidão é, todos sabemos.
um abraço que … e a vida é diferente.
esse abraço também me sai daqui
JFernandes
Muito bom... Parabéns à autora... Sucesso...
Rúben Correia
Muito bom... Parabens à autora... Sucesso...
Rúben Correia
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